O que aconteceu?
- Guarapuava/PR foi selecionada para financiamento de R$ 40 milhões pelo PAC.
- Recurso viria do FGTS, com contrapartida municipal mínima de R$ 2 milhões.
- Pagamento teria prazo de 6 anos e juros de até 9% ao ano.
- Prefeitura decidiu não aderir devido ao impacto fiscal e modelo de concessão vigente.
Motivos da recusa
A prefeitura de Guarapuava/PR optou por não aderir ao financiamento destinado à renovação da frota de ônibus da cidade. O modelo de concessão em vigor define que a responsabilidade pela renovação dos veículos cabe à empresa concessionária, o que tornaria a adesão ao financiamento um investimento municipal em uma frota privada.
Além disso, os veículos seriam movidos a combustão, sem avanços tecnológicos ou ambientais. O custo total do financiamento poderia ultrapassar R$ 60 milhões, valor considerado elevado para os cofres públicos, podendo comprometer investimentos em saúde, educação e infraestrutura.
Outro fator levado em conta foi que a prefeitura já subsidia o transporte coletivo. Se aderisse ao financiamento, teria que pagar tanto pela compra dos ônibus quanto pela manutenção do subsídio à concessionária, resultando em um gasto duplo com o serviço.
Com essa decisão, a administração municipal afirma priorizar o equilíbrio fiscal e o uso eficiente dos recursos públicos em projetos estratégicos.